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1º Seminário do Programa Regional de Análise de Resíduos Tóxicos em Alimentos

 

Caros leitores
Essa notícia não é nova, mas faço questão de postar aqui, para não esquecermos de cobrar das autoridades mais segurança na produção e venda de alimentos.
O seminário sobre a Análise de Resíduos Tóxicos em Alimentos, realizado em Florianópolis nos dias 14 e 15 de junho, contou com a presença de autoridades e profissionais de várias áreas dos estados Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O estado de Santa Catarina é conhecido como berço da agricultura familiar, o que o torna importante referência na segurança alimentar. Por essas questões, ressalta-se a importância do monitoramento e da rastreabilidade na cadeia produtiva de produtos in natura, como frutas, legumes e verduras, para a saúde humana, para a defesa do consumidor e da saúde ambiental.
Dados alarmantes demonstram, em análises feitas em laboratórios desses estados, que produtos vegetais consumidos diariamente pela população podem conter de12 a17 tipos diferentes de resíduos de agrotóxicos. O representante da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina –FATMA, Murilo Flores, apresentou na Cúpula Mundial dos Estados e Regiões, a política de gestão ambiental – Terra Sustentável, valorizando a certificação dos produtos com base em origem e em forma de produção, o que beneficiará o produtor de alimentos sem pesticidas com um selo de procedência, além de proteger o consumidor na escolha de produtos mais seguros para a sua saúde.
Existe uma nova via, proposta no seminário pelo Dr. Maximiliano Ribeiro, do Ministério Público do Paraná, com a apresentação da pesquisa sobre agrotóxicos nanoestruturados, criados a partir de nanomoléculas químicas, que pode ser um propulsor na competitividade econômica, tanto para produção e consumo dos produtos orgânicos quanto na de produtos com agrotóxicos tradicionais. Nanopesticidas são menos poluidores e ocupam menos espaço nas embalagens. Mas não deixam de ser pesticidas. Caberá ao consumidor a escolha
As patentes que monopolizam tecnologia ainda são um entrave para o princípio da precaução e para agricultura sustentável. Nesse sentido, vários participantes do Programa Regional de Análises de Resíduos Tóxicos em Alimentos – P.A.R.A. – propuseram que saísse do encontro um documento para uso da legislação na responsabilização das indústrias de agrotóxicos, tradicionais ou não, com relação aos impactos causados à saúde, como nos casos de câncer, das malformações fetais congênitas e das mortandades de peixes, abelhas e outros animais.

Florianópolis, 20 de junho de 2012
Fonte: ANVISA

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