Postado por Janine | 0 comentários

Agroflorestas e quintais agroflorestais

Por Janine Mara Alves
 
O que uma porção de camarões tem em comum com os quintais agroflorestais?
Leia  o texto e saberás ao final e aprenda a cultivar alguns alimentos junto às árvores.


Um sistema agroflorestal é uma maneira de produzirmos alimentos, ao mesmo tempo em que cuidamos ou recuperamos a natureza. Um quintal agroflorestal, é uma área localizada próxima ao lar, onde podemos cultivar espécies agrícolas e florestas. É o tipo de sistema agroflorestal mais antigo do mundo, perpetuando-se através do conhecimento local e de geração em geração. Podemos pensar, atualmente, que é uma maneira de resgatar antigos saberes e reinserir o homem na terra.
A Floresta Atlântica, vem sendo degradada com a urbanização, com a bovinocultura, e grandes áreas plantadas com Pinus e Eucalliptus, que são árvores que não fazem parte da nossa biodiversidade. Com o uso intermitente dos solos e, muitas vezes de forma inadequada,  a natureza tenta se regenerar e ocorre o crescimento de "ervas daninhas" e "pragas", que, na verdade são ferramentas usadas para recuperar seu equlíbrio.
O homem deve reaprender a usar esses sinais para conhecer mais o lugar onde mora. Se os insetos estão numa quantidade que pode danificar a colheita, devemos aumentar a biodiversidade. Se as ervas espontâneas crescem desordenadamente, usamos o manejo adequado retirando-as, estimulando o crescimento daquelas que nos alimentarão.
A Agroecologia incorpora as perspectivas ecológicas, culturais e socioeconômicas inerentes a produção local. Não existem verdades universais, uma vez que cada agrossistema  tem uma história evolutiva diferente. Ao invés de incentivar o plantio de grandes monoculturas e pastagens, incentiva-se a diversidade.
O potencial de uma floresta é que ela não é estática como pesnsamos ao visualizar a distância.Há vida e morte constantemente, há movimento, quedas de árvores velhas e nascimento de outras .
Um Sistema Agroflorestal é um desafio, um exercício de paciência e de difícil alcance econômico, uma vez que não existe mecanização adequada atualmente, o retorno capital é lento, e os produtos têm mercado limitado. Em compensação, para quem é agricultor familiar, os custos são mínimos para implantação,  intensifica a utilização de uma pequena área (quintal) e os alimentos são produzidos sem veneno, sem adubos químicos, proporcionando maior segurança alimentar.
A Agroecologia trata da necessidade  de sustentabilidade nas relações do ser humano com o meio: a energia produzida pelo homem, a falta de bidiversidade e a manipulação genética.
Obviamente estas ações têm vantagens e desvantagens, mas o fato concreto é que segundo a ONU (2011) em outubro de 2011 a humanidade atingiu 7 bilhões de integrantes e em 2100 talvez vá atingir 14 bilhões. A grande pergunta que se faz é: a Terra aguentará? Ela, como biosfera suportará este número de habitantes no mais alto nível trófico da cadeia alimentar? Os otimistas dizem que sim. Que haverá recursos tecnológicos que haverão mudanças sociais, talvez já estejamos morando em outro planeta, que os organismos geneticamente modificados não farão mal nenhum e que nos suprirão de alimentos...Os pessimistas afirmam que será o caos total e completo, que a Terra não suportará, que os recursos se esgotarão e que entraremos em uma era de escuridão e fome jamais imaginada
 Fomos nós os seres humanos, que inventamos os agroecossistemas, procurando selecionar os melhores indivíduos para continuar o ciclo agrícola e,  no início da agricultura “domesticou” algumas plantas e animais, até que, atualmente, criou uma forma de modificá-los geneticamente. mas perdemos o controle e devastamos milhares  e milhares de árvores para satisfazer o apetite voráz por carne e combustível. Não sou contra comer carne, sempre fui transparente quanto a isso. Sou contra a voracidade, a maneira exagerada  na ingestão de qualquer alimento.


Os tipos de alimentos mais comuns e fáceis de plantar junto às árvores são  trepadeiras como chuchu, maracujá, cará, feijão e baunilha.

Curiosidade:A baunilha ou vanila é uma trepadeira orquidácea comestível.

Fontes:
ALMEIDA, Dirce Gomes. As construções de sistemas agroflorestais  aparttir do saber ecológico local. Florianópolis, UFSC, 2001,238 p
ALVES et al, 2004, p 618.
NARDELLE, M & CONDE. Apostila Sistemas Agroflorestais.Rio de Janeiro
 Porta da  de Campo: http://www.diadecampo.com.br/Colunas+e+Artigos
acesso em 07/2/2013

Cará com folhas verdes

Descasque e cozinhe o cará, corte em pedaços,
Esquente a manteiga ou azeite em uma frigideira, coloque os carás.
Coloque folhas verdes picadinhas (cebolinha, salsa, e mais no final, rúcula e espinafre).
Acrescente sal, mexa rapidamente.
Deixe grudar o cará um pouco no fundo para ficar crocante.


Camarão ensopado com chuchu

  • 1 kg de camarões pequenos ou médios, descascados e lavados (reserve a casca para fazer um caldo de camarão)
  • 1 colher de sopa de suco de limão,
  • sal (eu uso uma colher de sopa rasa) e pimenta do reino a gosto
  • salsinha e cebolinha picadas
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 2 chuchus cortados em cubinhos
  • 1 cebola grande
  • 5 tomates bem maduros sem pele e sem sementes
  • 2 dentes de alho amassados
  • 2 xícaras de água
Modo de fazer

Tempere os camarões com sal, pimenta e limão e salsinha. Reserve.
Faça um caldo com 2 xicaras das cascas dos camarões e 2 xícaras de água. Ferva para extrair o gosto e reserve o caldo.
Em uma frigideira antiaderente, frite rapidamente os camarões. Reserve-os novamente.
Em uma panela frite levemente a cebola, o alho em fogo alto. Abaixe o fogo.Acrescente os tomates picados e o chuchu. Mexa de vez em quando. Vá colocando, aos poucos, o caldo  feito das cascas de camarão para dar bastante gosto. Por fim, coloque os camarões  e espere até os chuchus fiquem macios.
Retire do fogo, polvilhe com cebolinha e salsa
Sirva com arroz

0 comentários:

Atenção

"As informações e sugestões contidas neste site têm caráter informativo e não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, agrônomos e outros especialistas."