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Remédios fabricados com células vegetais


05/07/2013
A cura de doenças através de substâncias extraídas dos tecidos vegetais,  não é novidade em culturas milenares como a China, Japão e comunidades indígenas, há milhares de anos. Há muito tempo o homem sabe extrair da natureza os remédios para curar ou amenizar os sintomas de doenças. Algumas pessoas preferem  práticas terapêuticas tradicionais. Outros transpõem barreiras culturais e experimentam diferentes tipos de alimentos e medicamentos para seu próprio bem estar ou obter cura. Mas com o avanço tecnológico e aumento de alimentos engenheirados como o óleo de canola, os adoçantes artificiais, o leite de vaca injetadas com hormônio de crescimento bovino e os transgênicos, essa poderia ser uma boa notícia, só que não: o governo brasileiro está viabilizando a implantação de fábricas de medicamentos a partir de células vegetais no Ceará, que fica na região nordeste. Segundo o ministro da saúde Alexandre Padilha, essa tecnologia desenvolvida em Israel tem como vantagens a diminuição de custos de produção e menor risco de contaminações, uma vez que serão totalmente produzidos no país.
Enquanto milhares de estrangeiros povoam a Amazônia  para estudar e tirar proveito de espécies vegetais e animais (Discovery Channel), o governo negocia com multinacionais para extrair substratos de vegetais modificados geneticamente.
Para ilustrar, o texto de PIERRE-HENRY GOUYON é perfeito para explicar o que pretendem os cientistas.
"Gostaria de recorrer à mitologia e citar Dédalo − que é, no meu ponto
de vista, o exemplo típico do engenheiro de hoje − para ilustrar o mito do
Progresso. Minos tomou emprestado um touro de Zeus e não o devolveu. Zeus,
para puni-lo, infunde em Pasífae, a esposa de Minos, uma paixão pelo touro.
Pasífae quer copular com o touro. Minos, que é um homem declaradamente
muito aberto, concorda e chama seu engenheiro Dédalo. Este fabrica uma vaca
de couro e madeira (mais ou menos do jeito que se utiliza hoje nos centros
de inseminação artificial) e Pasífae copula com o touro. Dessa união, nasce o
Minotauro. Novamente Dédalo é solicitado para solucionar o problema. Dédalo
inventa seu famoso labirinto para ali confinar o monstro, mas o Minotauro
devora alguns e algumas atenienses a cada ano. É preciso, portanto, livrar-se
dele. Encarregam Teseu de matar o Minotauro, mas permanece uma dúvida:
como Teseu sairá do labirinto após ter cumprido sua missão?
Ariane, a filha de Minos, que está apaixonada por Teseu, pergunta
a Dédalo como proceder. Dédalo indica-lhe a técnica do fio. Teseu mata o
Minotauro e sai graças ao fio de Ariane, mas infelizmente esquece Ariane
no caminho. Minos, furioso, acha um bode expiatório na pessoa de Dédalo,
que ele encerra no labirinto com seu filho Ícaro. Para escapar, Dédalo, que
declaradamente tem fé nas soluções técnicas para resolver os problemas
apresentados por suas próprias técnicas, fabrica asas e foge com seu filho;
mas este se aproxima muito do sol e morre, para desespero de seu pai.
Esta história mostra como, a partir de uma necessidade ilegítima salva
pela técnica, o recurso sistemático à solução técnica somente causa novos
problemas."

Agora leia a notícia  dos Estados Unidos divulgada hoje pelo Jornal O Globo:  por força de um acordo fechado em 2009, a gigante farmacêutica Pfizer será responsável pela distribuição do Elelyso, um medicamento já aprovado e feito de DNA geneticamente modificado da cenoura, ficando com 60% dos lucros com a nova droga. A Protalix (firma de biotecnologia israelense) deverá ganhar com sua aprovação pelas autoridades de seu país, já que os judeus asquenazes são desproporcionalmente mais afetados pela doença de Gaucher, que é a principal doença no foco de produção dessa droga em Israel e a empresa ficará com todos os lucros pela venda do remédio.
E a vida segue mutante.

Receitas com cenouras.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/saude/eua-aprovam-remedio-fabricado-por-planta-transgenica-4802533#ixzz2YCQuImVg

“Deixe que a alimentação seja o seu remédio e o remédio a sua alimentação” (Hipócrates)

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